sábado, 3 de maio de 2014

ARZ068. Um homem chamado Forrester


(Coleção Arizona, nº68)
Aqui está um livro magnífico de A.G.Murphy. É a história de um homem, um batedor, um Rural, chamado Forrester e, mais do que isso, a história de uma mulher indomável chamada Glória Kane. Efetivamente, Glória é a personagem central deste livro. Ela está louca por Forrester e tudo faz para o conquistar, oferecendo-lhe os seus beijos, procurando libertá-lo num momento em que este ficou prisioneiro no acampamento índio, acabando ela própria por ser amarrada ao poste de torturas. Ao saber que era rejeitada por causa de outra, não hesitou em desfechar um tiro no batedor, mas depois ficou à sua cabeceira a ajudá-lo a recuperar. Quando a novela se aproxima do fim, Glória é morta acidentalmente numa rixa com um indivíduo embriagado.
Como é normal em Murphy, a história é muito interessante, mas há momentos em que as coisas acontecem mais por vontade do autor do que por sugestão do desenrolar normal do relato. Com efeito, Glória parece viver no meio da floresta, de uma forma extremamente descansada, com o pai, Jim Kane e, de repente, o caráter deste homem aparece totalmente outro, na pele de um traficante de armas com os índios, apoiado num bando que se reúne na cabana onde vivem. Não se percebe a relação de Glória com esta trupe…
Acontece que estes malfeitores não são totalmente maus e até acabam por ter atitudes heroicas em momento de combate contra aqueles com quem traficavam armas. Os índios e os agentes da polícia Rural acabaram por acabar com o bando de malfeitores e Forrester encontra a esposa ideal numa mulher que o tinha ajudado quando perdeu o seu cavalo em luta contra dois traficantes…

Passagens:
PAS297. Retrato da indomável Glória Kane

sexta-feira, 2 de maio de 2014

ARZ067. Sangue Negro


(Coleção Arizona, nº67)
 
 
Apesar da proclamação da abolição da escravatura, em alguns estados, designadamente, no Texas, foi muito difícil para alguns engolir o princípio da igualdade entre os homens. Os negros continuavam a ser vistos como pessoas sem direitos, nem sequer o de habitarem aqueles locais.
Este livro recorda esse facto, permitindo-se uma das personagens compará-los com os direitos dos índios: "esses são da América. O local do negro é em África.".
O. C. Tavin, autor com mais de 50 obras registadas em Portugal, elabora uma trama em que mostra como uma comunidade em relativa paz ou, por outras palavras, onde havia uma paz podre, se dividiu e recorreu ao crime em virtude da chegada de um índivíduo, por sinal excelente cozinheiro, em cuja ascendência havia indivíduos da raça negra. Por sorte, obteve trabalho num rancho cujos proprietários se deliciaram com a sua capacidade e lutaram pela sua integração.
A capa, não assinada, parece de Longeron e mostra um pormenor da luta num saloon da cidade quando o proprietário de um rancho amigo da personagem central da novela, ali se deslocou para ajustar contas com um assassino.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

ARZ066. Regeneração Contrariada


(Coleção Arizona, nº 56)




Tex «Gatilho» Brady era um homem com um passado não muito pior do que o de outros homens do Oeste, criados na violência e na luta constante… que intentava regenerar-se e devolver o que não lhe pertencia: cerca de quatrocentos e vinte mil dólares roubados no banco Mineiro de Redlands. Mas alguém que conhecia os seus propósitos resolveu converter-se em dono de todo esse dinheiro e atacou-o na sombra, depois de ter morto a sua fiel noiva que esperou anos e anos pelo seu regresso…
Trata-se de um livro cheio de ação de Johnny Garland, um autor que também usa o nome Donald Curtis. As sequelas da guerra perpassam a sua narrativa, vendo-se a personagem principal sistematicamente envolvida em incidentes que não esperava num ambiente que era bem diferente daquele que conhecera naquela terra até sete anos antes, altura em que, não tendo sido possível condená-lo, fora, apesar de tudo, expulso do estado da Califórnia por sete anos…
Chamamos ainda a atenção para o disparate de título que a capa apresenta. A Coleção Arizona parecia não colher todas as atenções das pessoas da APR, apesar da qualidade de alguns livros.


Passagens selecionadas:
PAS248. Regresso ao passado
PAS249. No rancho «Duas Ferraduras»
PAS250. Chegada a um mundo diferente
PAS251. Morta por não trair
PAS252. Caído aos pés de uma mulher
PAS253. Uma fuga carregado de notas

sábado, 26 de abril de 2014

ARZ063, Dinheiro Sangrento


(Coleção Arizona, nº61)
 
 
 
Este livro mostra uma Coleção Arizona de cabeça perdida. Depois de gatar o nome do autor de Cadeias de Sangue, aparece uma novela que nada tem a ver com o Oeste do tempo dos «cow-boys» e caberia perfeitamente na Coleção FBI. Lá mais para a frente virá a riscar o título de um dos livros (Arizona, 70).
Isto repetir-se-á num dos meses seguintes na Coleção Pólvora com o título «A branca selvagem».
Enfim, julgamos que tudo se relacionava com a dificuldade suscitada pelo surgimento da IBIS e com o acordo desta com a Bruguera, envolvendo os autores mais conhecidos da literatura popular…


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ARZ053. A lei é igual para todos


(Coleção Arizona, nº 53)



Quando Kaspar Graham, um ex-combatente pelo Sul em rumo para Oeste à procura de uma vida melhor, abateu o seu fiel cavalo por este ter partido uma pata, estava longe de imaginar que a jovem mais bela e abastada residente na região de Alamitos viria a oferecer-se para sua esposa com o objetivo de o fazer ignorar ações menos dignas que o seu irmão e o seu tio, um fidalgo de ascendência espanhola, tinham cometido com o objetivo de juntarem mais bens ao seu já extenso património.
Kaspar não foi no jogo da pequena, disse-lhe com todas as letras “A lei é igual para todos” e acabou por a fazer tomar uma atitude honrosa.
Eis um livro bem ao estilo de Clark Carrados. Mais uma vez, o herói assume as funções oficiais de um agente da lei, com uma facilidade que julgamos irrealista, e desempenha uma missão fundamental para um final feliz da história. Ao longo desta, vamos sendo conduzidos para incriminar a bela Jenny, mas Carrados tem o mérito de, pouco a pouco, conseguir transmitir que talvez não seja esta a culpada dos factos criminosos que se passavam e que o seu entendimento com Kaspar poderia ser alcançado…



Passagens:



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

ARZ052. «Choca» Jim


(Coleção Arizona, nº 52)


«Cholla» Jim é um mestiço, filho duma dama mexicana e de um ganadeiro norte-americano. Criado por franciscanos de São Xavier del Bac, tinha dezassete anos quando uns bandidos atacaram e maltrataram um dos missionários para o roubar. Foi atrás da sua pista, encontrou-os numa taberna de Tucson e matou um e feriu outro, só com a navalha.
Não regressou à missão e dizia-se que era um cavaleiro endiabrado tendo matado mais de vinte homens, percorrendo a triste senda dos pistoleiros.
Esta novela vai encontrá-lo a caminho de Jerome num encontro com a deliciosa família dos Baxter. Jim vai trabalhar no «saloon» de um amigo naquela cidade que fervilhava devido à febre dos metais preciosos e aumentava de população e problemas de dia para dia. Na realidade, não lhe agradava aquela vida. No entanto, um homem nem sempre pode escolher os seus caminhos… e vinte e quatro mossas no seu revólver eram mais que suficientes para atirar para um caminho definido com um claro final.
Não era um homem feliz. Nunca o tinha sido. Quando alguém é encontrado, criança apenas de um ano de idade, no meio de um campo abrasado pelo sol de Julho, ao lado de dois cadáveres, homem e mulher, sem documentos que revelem a sua identidade; quando alguém se cria sem saber quem é nem donde vem, sem um nome que lhe pertença, sem carícias de mãe… não se pode ser como os outros.
Quis o destino que os Baxter estivessem no caminho de «Cholla». A simpática receção que lhe fizeram tocou-o e, a partir desse momento, tornou-se visceral inimigo de um cacique que pretendia abusar de todos os rancheiros da região.
Passagens: