quinta-feira, 10 de março de 2016

ARZ104. A redenção do bandido

(Coleção Arizona, nº 104)
Chegou sózinho à cidade à procura de alguém. Em breve, todos viram que era pessoa muito especial de quem era perigoso ser inimigo. Foi-se afirmando com uma presença cada vez mais forte perante os homens e perante... ela.
Até que um dia...
"Eram cinco homens. Cinco cavaleiros mal trajados, barbudos, cobertos de pó de longa caminhada... e todos bem armados. Um estremecimento percorreu os habitantes da cidade que, abrigados à sombra dos alpendres ou através das reixas(?) das janelas contemplavam a entrada da estranha comitiva. Juntamente com aqueles homens cavalgava também a morte...". - conta S. Max.
O certo é que todos se conheciam. E tiveram a má ideia de atacar aquela que agora representava muito para ele. Não consentiu. Opôs-se de armas na mão e caiu com o corpo varado de balas, mas conseguindo salvar a mulher que amava, redimindo-se assim da sua existência como bandido.
Anthony S. Max, 11 obras registadas em Portugal, traz-nos um livro com os habituais ingredientes do Oeste mas com algumas características diferentes: o bandido que se regenera salvando a mulher dos seus sonhos.
A capa, assinada por um M. Angel para nós desconhecido, mostra um pormenor de tiroteio.


Eis algumas passagens:



quarta-feira, 9 de março de 2016

ARZ103. Era um valente

 
(Coleção Arizona, nº 103)
 
 
Um jovem regressa a casa, depois de dez anos de ausência, supondo ir encontrar o pai em boa situação. A pouco e pouco apercebe-se que está enganado. O rancho que conhecera é um monte de destroços e o pai tinha desaparecido.
A sua missão tornou-se então encontrar o pai e devolver ao rancho o brilho que este tinha tido, mas havia alguém na vizinhança que não estava interessado nas suas ações. Assim acabou por ter de empregar a força e o reencontro com o pai foi em moldes que, no final da novela, alguém pôde afirmar: «Era um valente».

quinta-feira, 3 de março de 2016

ARZ101. O filho do pistoleiro

(Coleção Arizona, nº 101)
Um pistoleiro foi preso injustamente e condenado a vinte anos de prisão, conhecendo os indivíduos que o tinham acusado falsamente. Ao fim de quinze anos, devido ao seu bom comportamento, saiu e deu a conhecer a decisão de não pretender qualquer satisfação daqueles. No entanto, estes não se sentiram seguros e organizaram-se para o abater, contratando um indivíduo ultra traiçoeiro. Assim, sem armas, foi desafiado para um duelo e, quando lhe deram um colt para as mãos, este estava vazio pelo que foi facilmente vencido. Morreu nas mãos do filho que entretanto o viera esperar. O pacifismo deste jovem foi imediatamente quebrado. Um a um, os assassinos do seu pai foram sendo mortos, restando o traiçoeiro atrás referido. Este manteve as suas qualidades e abateu os próprios amigos para se apoderar do seu dinheiro. Em determinado momento, havia várias pessoas que o procuravam pelos mais diversos motivos, todos a quererem vingar-se dele. Até que o encontro final se deu e o filho do pistoleiro pôde finalmente encontrar a paz que desejava nos braços de uma menina que o acompanhou na sua vingança.
Este foi o único livro de Peter Kenn que encontrámos registado no país. No entanto, em Espanha, o autor que usa este pseudónimo, Juan LLarch Loid, aparece ligado a uma biografia de Luther King, a novelas de ficção científica e a vários guiões para banda desenhada.
A capa, não assinada, mostra um momento em que o filho do pistoleiro, sem armas, desafiava um dos seus adversários…

Eis algumas passagens:

quinta-feira, 4 de junho de 2015

ARZ087. Falso amigo

(Coleção Arizona, nº 87)
«Em Abril de 1865, no Palácio da Justiça de Appomatox, o general da Confederação Robert E. Lee assinava a rendição perante o general Ulisses Grant, da União.
Terminavam quatro anos de guerra. Ao mesmo tempo, porém, começavam muitas lutas individuais.
Os homens, afastados das suas ocupações, regressavam a elas. Uns, como vencedores, convencidos de possuírem direitos que, na realidade, eram abusos. Outros, como vencidos, mas também com o orgulho tipicamente sulista.
Milhares de homens se transformaram em desempregados. Alguns, por falta de ocupação. Outros, porque as coisas não haviam corrido bem na sua ausência.
Durante semanas, o território da União ficou cheio de ex-combatentes que regressavam às suas terras, de aventureiros acostumados à luta, a premir o gatilho das armas, à morte...
O trabalho recomeçou, renasceram os negócios e as indústrias, a vida continuava... Os que haviam pensado que a rendição seria o fim para o Sul enganavam-se. A União estendeu a mão aos que haviam sido seus inimigos e empreendeu-se o trabalho de reconstrução.
Para muitos, contudo, o pós-guerra não significava a paz nem a tranquilidade.
Para esses, o pós-guerra era difícil, tão difícil como a guerra.
E um deles era John Foster, homem de vinte e sete anos, alto, forte, de pele curtida pelo sol e pela vida ao ar livre.
O seu rosto tinha uma expressão entre inteligente e decidida. Os seus olhos, negros, fixavam-se penetrantemente. Era um autêntico texano.»
Começa assim este belo livro de John Weiber que nos faz o relato das necessidades de Foster que o conduziram ao crime e, depois, à prisão onde se fez amigo de um homem que o veio a atraiçoar.

Eis algumas passagens:


PAS478. A amizade na prisão

terça-feira, 2 de junho de 2015

ARZ086. Ovelhas de morte

(Coleção Oliveira, nº 86)
 
Nesta novela, Frank Mc Fair trata o velho conflito entre vaqueiros e ovelheiros. Desta vez, tudo se passa junto ao rancho do velho Mc Fadden, um escocês temente a Deus, cumpridor da sua palavra e fácil de ser levado em acordos. Tão fácil que permitiu aos ovelheiros, perante os olhos reprovadores da sua equipa, passar pelas suas terras.
A boa vontade do velho foi explorada pelo mais rico criador de ovelhas do Arizona e não fosse a ação do seu filho, Allain, e os seus pastos ficariam destruídos. O conflito desenvolve-se então numa verdadeira guerra entre vaqueiros e ovelheiros que terminou numa mortandade.
A novela tem ainda lugar para o desenrolar de um romance entre o filho de Mc Fadden e a bonita filha do ovelheiro Smedley tudo terminando com a integração desta naquela família.
Enfim, um livro interessante, sem passagens significativas selecionáveis, apesar de bem escrito e estruturado especialmente no início.

ARZ085. A sombra do pistoleiro

 
(Coleção Arizona, nº 85)

terça-feira, 26 de maio de 2015

ARZ083. Uma mulher perigosa

(Coleção Arizona, nº 83)


Na sequência do assalto a um banco, durante a fuga, três foragidos, Mike, Crummy e Allyson, foram intercetados por uma quadrilha que lhes prometeu guarida se lhe entregassem metade do produto do roubo. Sem outra opção, aceitaram e o seu espanto foi enorme quando descobriram que a quadrilha era comandada por uma formosa mulher.
Nesta altura, já algumas contradições começavam a manifestar-se entre os assaltantes do banco, destacando-se a natureza selvagem de Allyson que contrastava com uma certa nobreza de caráter de Mike. Integrados na nova quadrilha, vieram a sequestrar uma jovem por quem Mike passou a sentir viva estima. E a fuga ao refugio da quadrilha passou a estar na ordem do dia.
Conseguiria Mike libertar a jovem? E como se comportariam os seus ex-companheiros? E não teria a chefe da quadrilha uma vida dupla que levasse a reencontrá-la mais tarde entre gente de bem?

sábado, 17 de janeiro de 2015

ARZ073. Um enigma no Far-West

 
Esta história é a continuação de «Um nova-iorquino no far-west». Fred Collins recebe a visita do seu amigo Toshiro Yagi, professor de «yiu-yitsu» e, a breve trecho, sente as provocações de um grupo de «cow-boys» que acabaram por levar monumental tareia. Fred, xerife naquela terra, fez o seu ajudante conduzi-los à prisão e continuou os preparativos do seu casamento com a beldade Mary Morgan.
Mas algo estava preparado para estragar a vida ao nova-iorquino rendido aos encantos do Oeste. Repentinamente, ouviu-se um tiro e veio a saber-se que o ajudante de Fred tinha sido abatido com um tiro na cabeça e os presos tinham fugido. Para complicar a situação, o médico tudo fez para ser preso, transmitindo a ideia de que não ficava seguro em liberdade.
Eis mais um enigma ao jeito de Vasco Santos, um dos autores portugueses celebrizado pela APR e autor de obras que exploram o encontro entre culturas diferentes. Quem teria assassinado o ajudante do xerife? Qual a razão por que o médico não se sentia seguro? Talvez o segredo esteja na bela capa deste livro…

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ARZ072. A hora de morrer


Jas Conlay e Bob Dean regressaram à sua terra, Sakersfield, carregados de ouro e com ideias para começar uma nova vida e humilhar os que antes não tinham tido uma ação correta com eles.
Bob queria recuperar a sua noiva, Doris, e mostrar-lhe que era um homem capaz de construir uma vida digna que ela poderia partilhar. Jas estava mais preocupado em limpar as calúnias de que tinha sido alvo.
Mas as coisas nunca são tão lineares como pensamos e Bob, no encontro com a noiva, acaba por ser atacado a tiro pelo sanguinário Merrick, apaixonado por Doris. Começa aqui a história do generoso Farros que acabou por dar a sua vida pela salvação do jovem Bob incansavelmente procurado por Jas.
O sr. Ryman tem aqui uma boa história com alguns pormenores dignos de transcrição. Será esse o objeto dos próximos posts.

Passagens:
PAS418. Passos que abafam outros passos na noite

domingo, 11 de janeiro de 2015

ARZ071. Coragem, vaqueiro!


Ray James regressou à terra natal pensando encontrar ali trabalho e não mais se afastar dela. Estava longe de pensar que seria convidado a integrar-se numa estranha aventura: acompanhar a entrega de uma manada aos seus novos donos, participando numa equipa em que também havia pessoal destes.
A história decorre assim em torno da resistência que o cow-boy apôs a esta ideia a qual acabou por ser vencida pelo pedido de uma menina filha de um rancheiro que também faria parte da expedição. Diga-se que esta expedição foi bem estranha devido às más intenções que os viruais compradores demonstraram pelo caminho.
Assim, o nosso vaqueiro teve de demostrar toda a sua coragem e teve o prémio merecido nua noiva que era a rapariga mais linda do povoado.
Este livro de Med Ryman tem pouco de atrativo devido às ações do autor para o fazer crescer, perdendo-se na invenção de diálogos e problemas que não traziam nada de novo à história. A capa, não identificada, é bastante interessante referindo-se ao encontro do cow-boy James com a sua amada no momento em que esta lavava os seus cabelos de oiro.

domingo, 11 de maio de 2014

ARZ070. O último dos Belton


(Coleção Arizona. nº 70)

Continua a crise. O título, errado, aparece riscado. O correto surge em local não habitual...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

ARZ069. A última bala de prata

(Coleção Arizona, nº69)

Quando Fred Smith regressou a casa, a sua esposa e filho tinham sido violentamente assassinados e abusados. O produto do seu trabalho também desapareceu. Um a um, perseguiu os criminosos, a cada um deles matando utilizando uma bala de prata.
Vamos encontra-lo a caminho de Golden City, uma cidade dominada pelo facínora Joseph Morris que se rodeava de pistoleiros, mas com um xerife sério embora idoso, à procura do último meliante e, consequentemente, procurando dar destino à sua última bala de prata. Os factos vão levar a encontrar-se com ele? Mas será que cumprirá o seu compromisso? Ou algo o fará mudar de ideias.
Eis um livro de Ajamaro. Quem será este autor que não encontramos no universo da Bruguera? Quem será este autor que não tem um tradutor? Por certo, um homem de língua portuguesa. Talvez algum A.J.Amaro…
A escrita é agradável, a trama também, mas nota-se muito a influência lusa no seu discurso…

Passagens:
PAS302. Seis balas de prata

sábado, 3 de maio de 2014

ARZ068. Um homem chamado Forrester


(Coleção Arizona, nº68)
Aqui está um livro magnífico de A.G.Murphy. É a história de um homem, um batedor, um Rural, chamado Forrester e, mais do que isso, a história de uma mulher indomável chamada Glória Kane. Efetivamente, Glória é a personagem central deste livro. Ela está louca por Forrester e tudo faz para o conquistar, oferecendo-lhe os seus beijos, procurando libertá-lo num momento em que este ficou prisioneiro no acampamento índio, acabando ela própria por ser amarrada ao poste de torturas. Ao saber que era rejeitada por causa de outra, não hesitou em desfechar um tiro no batedor, mas depois ficou à sua cabeceira a ajudá-lo a recuperar. Quando a novela se aproxima do fim, Glória é morta acidentalmente numa rixa com um indivíduo embriagado.
Como é normal em Murphy, a história é muito interessante, mas há momentos em que as coisas acontecem mais por vontade do autor do que por sugestão do desenrolar normal do relato. Com efeito, Glória parece viver no meio da floresta, de uma forma extremamente descansada, com o pai, Jim Kane e, de repente, o caráter deste homem aparece totalmente outro, na pele de um traficante de armas com os índios, apoiado num bando que se reúne na cabana onde vivem. Não se percebe a relação de Glória com esta trupe…
Acontece que estes malfeitores não são totalmente maus e até acabam por ter atitudes heroicas em momento de combate contra aqueles com quem traficavam armas. Os índios e os agentes da polícia Rural acabaram por acabar com o bando de malfeitores e Forrester encontra a esposa ideal numa mulher que o tinha ajudado quando perdeu o seu cavalo em luta contra dois traficantes…

Passagens:
PAS297. Retrato da indomável Glória Kane

sexta-feira, 2 de maio de 2014

ARZ067. Sangue Negro


(Coleção Arizona, nº67)
 
 
Apesar da proclamação da abolição da escravatura, em alguns estados, designadamente, no Texas, foi muito difícil para alguns engolir o princípio da igualdade entre os homens. Os negros continuavam a ser vistos como pessoas sem direitos, nem sequer o de habitarem aqueles locais.
Este livro recorda esse facto, permitindo-se uma das personagens compará-los com os direitos dos índios: "esses são da América. O local do negro é em África.".
O. C. Tavin, autor com mais de 50 obras registadas em Portugal, elabora uma trama em que mostra como uma comunidade em relativa paz ou, por outras palavras, onde havia uma paz podre, se dividiu e recorreu ao crime em virtude da chegada de um índivíduo, por sinal excelente cozinheiro, em cuja ascendência havia indivíduos da raça negra. Por sorte, obteve trabalho num rancho cujos proprietários se deliciaram com a sua capacidade e lutaram pela sua integração.
A capa, não assinada, parece de Longeron e mostra um pormenor da luta num saloon da cidade quando o proprietário de um rancho amigo da personagem central da novela, ali se deslocou para ajustar contas com um assassino.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

ARZ066. Regeneração Contrariada


(Coleção Arizona, nº 56)




Tex «Gatilho» Brady era um homem com um passado não muito pior do que o de outros homens do Oeste, criados na violência e na luta constante… que intentava regenerar-se e devolver o que não lhe pertencia: cerca de quatrocentos e vinte mil dólares roubados no banco Mineiro de Redlands. Mas alguém que conhecia os seus propósitos resolveu converter-se em dono de todo esse dinheiro e atacou-o na sombra, depois de ter morto a sua fiel noiva que esperou anos e anos pelo seu regresso…
Trata-se de um livro cheio de ação de Johnny Garland, um autor que também usa o nome Donald Curtis. As sequelas da guerra perpassam a sua narrativa, vendo-se a personagem principal sistematicamente envolvida em incidentes que não esperava num ambiente que era bem diferente daquele que conhecera naquela terra até sete anos antes, altura em que, não tendo sido possível condená-lo, fora, apesar de tudo, expulso do estado da Califórnia por sete anos…
Chamamos ainda a atenção para o disparate de título que a capa apresenta. A Coleção Arizona parecia não colher todas as atenções das pessoas da APR, apesar da qualidade de alguns livros.


Passagens selecionadas:
PAS248. Regresso ao passado
PAS249. No rancho «Duas Ferraduras»
PAS250. Chegada a um mundo diferente
PAS251. Morta por não trair
PAS252. Caído aos pés de uma mulher
PAS253. Uma fuga carregado de notas

sábado, 26 de abril de 2014

ARZ063, Dinheiro Sangrento


(Coleção Arizona, nº61)
 
 
 
Este livro mostra uma Coleção Arizona de cabeça perdida. Depois de gatar o nome do autor de Cadeias de Sangue, aparece uma novela que nada tem a ver com o Oeste do tempo dos «cow-boys» e caberia perfeitamente na Coleção FBI. Lá mais para a frente virá a riscar o título de um dos livros (Arizona, 70).
Isto repetir-se-á num dos meses seguintes na Coleção Pólvora com o título «A branca selvagem».
Enfim, julgamos que tudo se relacionava com a dificuldade suscitada pelo surgimento da IBIS e com o acordo desta com a Bruguera, envolvendo os autores mais conhecidos da literatura popular…